PHPMS Conf’14

banner de divulgaçãoÉ isso mesmo galerinha, seguindo bravamente a frente da organização, meu brother Marcelo Siqueira assumiu a responsa e juntamente com a SUCESU-MS está organizando a edição 2014 do nosso evento favorito: PHPMS Conf’14.

A grande novidade deste ano é que não vamos ficar preso a capital do estado, desta vez o evento ocorre em Dourados. Mas se você está em Campo Grande, tem ônibus grátis para os primeiros inscritos, que coisa linda não? O evento ocorre então dias 11 e 12 de Setembro de 2014, e a grade completa você confere na página dele.

Terei a honra de palestrar no sábado sobre a linguagem e tópicos relacionados (posto link para ela depois). Varias feras irão palestrar no evento como o Bruno PorKaria, Ricardo Coelho, Saulo Arruda, Alê Borba e o próprio Marcelo Siqueira. Imperdível.

Se quiser bater um papo, eu e quase toda a equipe da Radig estaremos lá nos dois dias.

Ainda da tempo de se inscrever, mas corra!

Até breve!

Ainda estou aqui…

It's alive!

Faz pouco mais de 2 anos desde minha última postagem.

De lá para cá minha vida passou por algumas reviravoltas, em especial minha formatura (hell’yea’h), mudança de casa e amadurecimento da Radig.

Este post marca a última migração de servidor do blog, que saí de um plano compartilhado na Dreamhost e passa a ser hospedado na cloud da Amazon em São Paulo (muito mais rápido para mim e para vocês).

A cabeça está cheia de ideias para compartilhar, mas ficarei por aqui. Em breve retorno com algumas novidades importantes.

“Campanha do Armamento”, sério?

Arma calibre .30

Você provavelmente não terá uma dessas

As armas são os bens mais valiosos de uma sociedade pois, em um caso extremo, são as únicas ferramentas capazes de garantir o direito a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade

Lli isso na página da “Campanha do Armamento” no Facebook.

um revolver qualquer

Talvez você tenha uma parecida com essa

Será? Se eu só tiver dinheiro pra ter um revolver e outro cara tiver uma bazuca/metralhadora, em que mundo eu estarei em igualdade? Em que situação eu protegerei a vida, liberdade, segurança ou propriedade?

Imagem de uma AK47

Seu "oponente" terá uma igual ou maior

A única coisa que garante liberdade, segurança e propriedade é a igualdade – não necessariamente financeira, mas ao menos a de oportunidades. Armas só servem para impor, e tudo que vem como imposição, uma hora caí.

Vendo outras postagens na página da campanha e na internet me espanta as linhas de defesas ao armamento, que em vários pontos me lembram os argumentos preconceituosos e raivosos usados contra os últimos candidatos de “esquerda” em nosso país:

  • “o cidadão desarmado é indefeso”: então o querem que acreditemos que quem está armado está seguro? Não deve nem precisar de polícia…
  • “os governos de ‘mal-feitores’ como Hitler, Stalin, Mao Tse e Castro desarmaram os civis e só por isso fizeram o que fizeram”: Todos estes “caras” iniciaram seus governos com alto apoio popular, portanto não foi a falta de armas que permitiu seus governos. Pela mesma linha de raciocínio, países como Reino Unido, Japão e Austrália devem ter governos extremamentes perversos também, já que não é permitido o porte de arma.
  • “estão te tirando  mais um direito, qual será o próximo”: Como todos deveriam saber, ninguém tira direito de ninguém em uma sociedade democrática se isso não for vontade da maioria. E se realmente for a vontade da maioria, que esta seja feita. Isso é democrácia.
Capa da revista Veja 380

Se Veja é contra o desarmamento, então ele deve ser bom.

O que se esconde por trás de todos esses argumentos é a tentativa de maquiar um problema real de difícil solução com uma questão socialmente irrelevante mas que implica numa grande disputa de interesses econômicos. Da mesma forma que a indústria do cigarro e do petróleo não gostam de ser taxada como negativa, a indústria bélica idem, isso faz o faturamento cair.

Se você é uma pessoa atuante, que gosta de ajudar na reinvindicação de direitos e melhorias para a sociedade, sugiro que o invés de fazer “Campanha do Armamento”, faça campanhas pela igualdade na educação, por justiça igualitária, pela ética e moralidade em todas as esferas sociais, seja setor público ou privado.

O mundo carece muito mais de pessoas bem intencionadas e corretas do que de armas.

Pedalando: Segundas impressões

Como comentei no último post estou tentando adotar a bicicleta como meio de transporte principal para o trabalho. Depois de um primeiro dia tranquilo na sexta-feira, nessa última segunda feira fiz pela primeira vez o caminho “casa -> trabalho” e as impressões foram bem diferentes… vamos lá:

  • Começar o dia pedalando é muito mais difícil do que terminar o dia. Provavelmente pelo corpo frio, falta de aquecimento/alongamento. Fato é que após andar 2 quadras já sentia algum cansaço e no final do trajeto cheguei a carregar a bicicleta a pé por conta da exaustão.
  • A falta de segurança na pedalada derivada da falta de precisão na troca de marchas é muito mais encomoda quando você está cansado. E o cansaço só aumenta com isso.
  • Quando cheguei no trabalho parecia que havia subido uma montanha durante os 11Km do trajeto, mas passando de carro pelo mesmo local da pra ver que a quantidade de subidas e descidas são equivalentes em ambos os sentidos ( o que reforça o primeiro ponto ).
  • Comer antes de pedalar não é uma boa ideia: comi um copinho de iogurte (desses em embalagem com 6) + granola, achando ser uma boa medida por conta da energia mas depois de um certo esforço o iogurte parecia azedar em minha barriga =]

Por conta dessas dificuldades fiquei dois dias sem pedalar e decidi fazer apenas o trecho “trabalho -> casa” até ganhar alguma resistência física.

Espero encorajar e ajudar outros a adotarem um meio de transporte alternativo, faz bem pra você e pra cidade ;]

Pedalando: Primeiras impressões

Ultimamente tenho usado o blog apenas pra falar de programação, desenvolvimento e coisas do gênero, mas vou voltar a dividir o espaço com alguns assuntos “OFF-TOPIC”.

Como muitos da minha área não tenho o habito de praticar exercícios e depois de esperar uma oportunidade cair do céu pra iniciar algo acabei lembrando que tinha uma bicicleta encostada nos fundos de casa. Juntando os pontos, resolvi que iria adota-la como meio de transporte.

Como não pedalava há muito tempo (e nunca fui especialista nisso), passei um bom tempo lendo e conversando a respeito até que hoje surgiu a oportunidade e fiz o caminho de volta do trabalho com a “magrela”.

Essa introdução toda é só para contextualizar um pouco as minhas primeiras impressões:

  • Nunca tinha andando em ciclo-vias – a sensação de segurança proporcionada é enorme; O problema é que apenas metade do meu caminho possuí ciclo-via.
  • Apesar da segurança em relação aos automóveis, muitos usam ciclo-vias para caminhar, sentar, brincar com bebês e cachorros, então toda atenção é necessária.
  • Meu trajeto tem mais ou menos 11Km, fiz hoje em 45min e me surpreendi por isso. Esperava um tempo bem maior.
  • Apesar de não pedalar há muito tempo, consegui fazer todo o percurso sem dificuldades =P
  • Não tenho uma bicicleta top, é uma dessas comuns que podem ser compradas em supermercados (uma Sundown Brisk) e hoje já deu pra ver o porque de ler em todo texto sobre ciclismo que ter uma boa bicicleta faz a diferença: marchas travando, correia pulando de uma coroa para outra sozinha, o que nos deixa um pouco inseguro e desperdiça nosso esforço.

Encontrei várias dificuldades pra iniciar a pedala: dias dia chuva, trabalho até tarde, compromissos sociais no inicio da noite; mas acho que isso é normal e o negócio persistir =]

CakePHP: Plugin Locale

Vamos falar um pouco sobre outro plugin para CakePHP que surgiu no coração da Radig: o Locale.

Meu amigo José Agripino já apresentou o plugin no próprio blog da Radig, mas como reescrevi quase que totalmente o plugin nos últimos dias, acredito ser a hora de falar dele novamente.

Nada melhor para ver a utilidade de algo como imaginar uma situação de uso real, então vamos lá…

Cenário 1: você desenvolve um sistema para brasileiros, e quer permitir a entrada de informações em formato local, isto é, datas com dia/mês/ano e números com vírgula separando decimais. O problema é que estes dados são inválidos em um banco de dados convencional (como MySQL e PostgreSQL). Ao tentar salvar uma data formatada com dia/mês/ano você receberá um erro como resposta. Como resolver isso? Use o behavior Locale no seu modelo.

Basta adicionar o behavior Locale no modelo que ele fará a conversão de datas e números para o formato americano.

public $actsAs = array('Locale.Locale');

É possível converter automaticamente datas, datas acompanhadas de horas e decimais/floats.

Cenário 2: você já tem os dados do seu usuário armazenados no banco (formato padrão/americano) e quer apresenta-los em um formato local na sua View, o que fazer? Use o Helper Locale em sua view. Primeiro ative o helper no seu controller:

public $helpers = array('Locale.Locale');

Agora basta usa-lo na view:

echo $this->Locale->date($this->data['User']['birthday']);

É possível formatar data, data com hora, data literal (quarta-feira 18 de abril de 2012, por exemplo), decimais como 53,42 e valores monetários ( R$ 53,42 ).

Além do Behavior e do Helper, você pode carregar as libs Localize e Unlocalize em qualquer parte de seu sistema para converter entre os dois diferentes formatos. As libs são estáticas e suportam aninhamento de método, assim você pode fazer:

echo Localize::setLocale('pt_BR')->decimal(12.45); // 12,45

A unica configuração necessária é a definição do locale de sua aplicação, que pode ser feito no próprio bootstrap.php do Cake:

setlocale(LC_ALL, 'pt_BR');

Assim como outros plugins da Radig, você pode consultar os testes incluídos para ver melhor o funcionamento deste.

Se for utilizar, nos avise, será uma grande satisfação ver que o plugin é util para outros.

Há uma versão compatível com o CakePHP 1.3 e outra com o CakePHP 2.x, basta usar o branch correspondente.

CakePHP: Plugin Auditable

Cenário: você desenvolve um sistema para uma empresa e 4 meses depois a gerência da empresa detecta um problema nos dados e solicita uma auditoria pra saber o que causou aquilo e quem é o responsável.

Este cenário é mais comum do que parece, em várias situações talvez não chegue a diretoria, mas algum usuário pede informação de como dada informação chegou ou saiu do sistema. Como você atenderia a solicitação? Se você não tem ainda uma resposta, vou apresentar uma alternativa, um plugin para CakePHP desenvolvido pela equipe da Radig (eu incluso) e disponível no seu github: github.com/radig/auditable

O objetivo do Auditable é muito simples: tornar qualquer sistema em CakePHP auditável.

O plugin é composto de duas peças chaves: uma classe de configuração e um behavior. Para tornar um modelo auditável, basta “plugar” o behavior à ele, a partir daí todas as informações criadas, alteradas ou removidas.

Há ainda um helper para ajudar na formatação das entradas do log e um controller simples que pode ser usado para visualizar o log.

Há casos de teste para todo o behavior e informações sobre sua configuração em seu readme: https://github.com/radig/auditable/blob/master/README.textile

Bom proveito =]

————–

Conforme o assunto se desenrolou nos comentários, implementamos os modelos Logger e LogDetail para uso junto ao CakeMongoDb para armazenar os logs no banco de dados MongoDB. Você pode conferir no plugin AuditableMongoLogger

Qualquer dúvida ou sugestão pode usar os comentários ou o Github ;]

[CakePHP] Acl: Problema com Acos “duplicados”

Quando falamos em Acl e CakePHP muitos tem a lembrança de horas lutando contra um monte de código para tentar fazer funcionar a autenticação e permissionamento. Bastam algumas dezenas de projetos e você fica craque em configura-lo.

Porém vez ou outra aparece uma dúvida que te faz perder várias horas debugando e as vezes termina isso sem uma solução razoável.

Trabalhamos muito com Plugins na Radig e um problema que enfrentávamos de vez em quando era o de ter um plugin com o mesmo nome de uma ação de controller. Nestes, quando você verifica a permissão para a ação usando uma sintaxe de caminho parcial, isto é, algo como:

$this->Acl->check('acao', 'Fulano');
$this->Acl->check('Controller/acao', 'Fulano');
$this->Acl->check('Plugin/Controller/acao', 'Fulano');

Um erro é retornado, dizendo que o Aco não pode ser verificado (lembrando que para o exemplo, Plugin teria o mesmo nome de acao).

Isso foi até assunto de um bug reportado para o CakePHP, afirmando que a falha estava no fato das comparações no banco de dados serem, na maioria das vezes, case-insensitive. De fato, como respondeu o Mark Story, uma forma de resolver este “problema” é utilizar no banco de dados um COLLATION que seja de fato case-sensitive. O problema nisso é que a maioria dos conjuntos de caracteres, ao menos no MySQL, são case-insensitive, então você teria de mudar todos os seus banco de dados para corrigir isso.

Porém o usuário nlcO postou uma dica interessante: basta usar o caminho completo do Aco que não haverá conflito, mesmo quando controllers, plugins ou actions tiverem os mesmos nomes. Mas como usar o caminho completo? Basta ver qual é seu Aco raiz (que possuí o parent_id = NULL) e ir incluindo após ele todos os subsequêntes – plugins, controllers e actions, até formar o caminho completo.

No meu exemplo ficaria:

$this->Acl->check('aplicacao/Plugin/Controller/acao', 'Fulano');

HTML5: Problemas com Input type=”number”

Opa, esse é mais um aviso.

Recentemente estava trabalhando em um sistema com CakePHP 2.1 e ao tentar editar um registro onde um dos campos era do tipo float, o valor que estava no banco não era apresentado no formulário, embora a tag input estivesse com o atributo value preenchido corretamente. Isso aconteceu comigo no Chrome 17, no Firefox 10 não houve problema porque ele utiliza input text normal.

Um detalhe importante é que eu utilizo o Helper Locale para formatar os números decimais para meus usuários, assim o que vem do banco como “12.58” vira “12,58” formato que usamos no Brasil. Talvez se usasse ponto como separador de decimais não teria problema – o que não é possível pra mim.

Ao pesquisar um pouco descobri um bug no Chromium relacionado a isso reportado no link http://code.google.com/p/chromium/issues/detail?id=44116 . Não consegui entender o motivo mas foi marcado como Wontfix.

A saída foi sobrescrever o FormHelper para utilizar input do tipo text quando o número vindo é um ponto flutuante/decimal. Se você não trabalha com CakePHP, mas trabalha com números decimais separados por vírgula, a dica continua valendo: utilize input com o tipo text ao invés de number.

Aqui tem um commit onde implementamos a “correção” em um FormHelper que estende o do CakePHP.

[CakePHP] Dica Rápida – Usando shell de múltiplas versões

Tirando a poeira disso aqui…

Desde que comecei com CakePHP me sentia frustrado por não conseguir utilizar o shell de diferentes versões sem precisar alterar meu ambiente de trabalho. Na época meu problema era ter projetos rodando a versão 1.2 e outros rodando 1.3.

Ontem me deparei novamente com o problema e cheguei até a sugerir um alias embutido no CakePHP, porém a ideia foi sabiamente rejeitada.

A solução para isso é mais simples do que parece (se você usa Linux e Bash, pelo menos): basta criar uma alias de comando para cada uma das versões do CakePHP.

Como fazer

  1. Abra o arquivo ~/.bashrc (se não existir, crie-o);
  2. Para cada versão do CakePHP você vai criar um alias seguindo este “template”:
alias cake13="~/pastas_ate_chegar_ao_cake/cakephp/cake/console/cake"

Meu arquivo ficou assim:

alias cake13="~/develop/php/cake13/cake/console/cake"
alias cake2="~/develop/php/cake2/lib/Cake/Console/cake"

Agora é só fechar e abrir novamente o terminal e usar os comandos “cake2″, “cake13″ ou outro que você tenha criado. Works like a charm ;]

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