Comitiva – Cuide bem do seu evento

Na última semana o PHPMS realizou seu 3º Workshop, que mais uma vez, foi um sucesso.

Como comentei no post anterior, dessa vez minha participação foi focada em um ponto: criar uma solução para gerenciar as inscrições do evento.

Dessa necessidade surgiu o Comitiva, um sistema de gerenciamento de eventos, que nasceu a pouco e já passou pela sua primeira prova de teste (o próprio workshop).

No momento ele pode ser usado para cadastrar um evento, permitir que usuários se cadastrem e se inscrevam nos eventos cadastrados, mas vários outros recursos já estão em andamento.

A parte boa é que o sistema é livre – sim, open source, é gratuito e feito em CakePHP 1.3. Estamos utilizando o Github para gerenciar o código e hoje criei uma conta no LighthouseApp para gerenciar as tarefas. Aliás, queria agradecer e recomendar ambos os serviços que suportam, sem custos, projetos open source. Valeu =]

Veja um demo na versão instalada para o PHPMS: http://comitiva.phpms.org

Bom, como uma andorinha só não faz verão, o Comitiva contou com alguns colaboradores/apoiadores que gostaria de citar e agradecer aqui:

Zé Agripino: fez boa parte do trabalho sujo, hehehe. Criar as views, traduzir textos, corrigir bugs. Ajudou em todo o sistema, é O cara;
Felipe V. Rigo: começando a trabalhar com CakePHP agora, apanhou um pouco para conseguir rodar o sistema em sua máquina, mas graças a isso e sua persistência descobrimos e corrigimos vários bugs do sistema;
José Ricardo: estava ocupado no inicio do projeto, porém após o workshop ficou animadão e já fez algumas contribuições importantes, como a configuração do Migrations para o sistema;
Bruno Porkaria: também estava bem corrido e cuidando de outras coisas do workshop, mas testou bastante o sistema e teve a paciência de reportar problemas e sugestões sempre que estas apareciam.

É isso aí, espero trazer mais novidades em breve, principalmente sobre o projeto =]

Dica Rápida – Otimizando código

Há um bom tempo atrás rolou uma discussão na lista do PHPMS sobre um comparativo de performance entre PHP x Python x Ruby x Perl.

Bom, a conclusão que tirei do comparativo foi de que a velocidade de execução é importante, mas mais do que isso, o programador é essencial. No exemplo da thread supracitada, o PHP perdia feio para as outras linguagens, mas olhando para o código escrito em PHP, dava para notar  vários erros de uso da linguagem e suas funções (ponto para o Begnini que viu o código antes de todos).

Então a dica de hoje é: estude bem a linguagem. Procure a saber o funcionamento das funções e construções da linguagem, isso é essencial para se tornar um bom programador.

Exemplos de código

//uso comum
for($i = 0; count($var) < 0; $i++)
  ...
 
//forma mais adequada
for($i = 0, $c = count($var); $c < 0; ++$i)
 ...
 
//outro caso, ao invés de forçar várias verificações
if( $a > 100 )
 ...
if( $a < 100 )
 ...
if( $a == 100 )
 
//use a estrutura adequada
if( $a > 100 )
 ...
else if( $a < 100 )
 ...
else //não precisa fazer o último teste
 ...
 
// esse último caso que me inspirou a fazer o post
 
// a pessoa só queria saber se o array $var tava vazio, e para isso contou todos os seus elementos
if ( count($var) > 0 )
 ...
 
// enquanto ela poderia ter usado uma verificação direta como
if ( !empty($var) )

Este último caso, que motivou o post foi visto no changelog da versão 1.2.6 do CakePHP. Neste caso o “erro” foi encontrado e corrigido pelo brasileiro Juan Basso neste commit.

O intuito do post não é meter o dedo na cara de ninguém, apenas alertar para situações onde culpamos uma determinada linguagem pelo desempenho de nossa aplicação quando o problema na verdade é o mal uso que estamos fazendo.

Dica Rápida – CakePHP – Personalizando as páginas de erros

A grosso modo, existem dois tipos de erros no CakePHP:

Erros de codificação e configuração:

Quando acessamos um endereço de nossa aplicação e está faltando alguma coisa, o CakePHP nos retorna uma mensagem avisando sobre o erro ocorrido e a causa dele (o que falta fazer).

Erros HTTP:
Quando tentamos acessar um endereço inexistente (erro 404) e quando há falha no servidor (erro 500).

O primeiro tipo deixa de ser exibido quando você configura o debug para o valor zero. A partir deste momento todos os erros relacionados ao primeiro tipo serão mostrados como um erro 404.
O segundo tipo é exibido não importando o valor do debug.

Como personalizar essas mensagens?

Caso queira usar o mesmo layou definido no arquivo app/views/layouts/default.ctp, você precisará apenas criar uma pasta chamada errors dentro da pasta views  (caso ela não exista) e depois criar um arquivo para cada erro, ficando mais ou menos assim:

app/views/errors/error404.ctp
app/views/errors/error500.ctp
app/views/errors/missing_action.ctp

Veja a lista completa de arquivos acessando o diretório cake/libs/views/errors/
Caso queira ir um pouco além, personalizando também o layout da mensagem, adicione um arquivo com o layout definido em app/views/layouts/. Vamos chamar esse arquivo de errors.ctp;
Em seguida, vamos adicionar o seguinte código em nosso AppController:

/**
 * Caso já esteja usando o beforeRender, apenas adicione a linha interna abaixo ao seu beforeRender
 */
function beforeRender () {
       $this->_setErrorLayout();
}
 
function _setErrorLayout() {
    if($this->name == 'CakeError') {
        $this->layout = 'error';
    }
}

Pronto, agora é só personalizar o arquivo errors.ctp da forma que achar melhor =]
Dica retirada do Teknoid

Dica rápida

Ontem estava aplicando algumas ideias encontrada no excelente Super Awesome Advanced CakePHP Tips e me deparei com um erro que ocorria na minha aplicação.

PROBLEMA:
Ao tentar usar a função file_exists do PHP dentro do arquivo config/bootstrap.php para incluir um outro arquivo do mesmo diretório sempre recebia como resposta o valor FALSE

SOLUÇÃO:
Descobri que ao usar o file_exists o PHP estava tomando como diretório corrente o webroot/ e não o diretório do bootstrap.php (arquivo atual), então tive de acrescentar o prefixo ‘../config/’ para encontrar o arquivo que procurava.
Após usar o file_exists, iria dar um include no arquivo, neste caso o comportamento é diferente: ele considera o diretório corrente como sendo o diretório do arquivo que está chamando a função ( no meu caso o config/), portanto não é preciso adicionar prefixo nenhum.

Ainda não consegui descobrir o motivo desses dois comportamentos no mesmo ambiente, porém imagino que o comportamento do file_exists está ligado ao arquivo .htaccess do CakePHP que seta para o Apache o diretório webroot/ como sendo a raiz do domínio.

Se souber a resposta deixe-a no comentário que eu atualizo o post.

Até a próxima.

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Atualizando conforme combinado – 27/01/2010
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O Társis deu uma boa dica para evitar esse tipo de problema: utilizar as constantes do CakePHP, no caso da dica do post, a constante utilizada seria CONFIGS, ela contém o caminho completo para o diretório /config.

A chamada da função ficaria assim:

if( file_exists(CONFIGS . 'arquivo.php') ) include( CONFIGS . 'arquivo.php');

Além da constante CONFIGS temos algumas outras, como a WWW_ROOT e IMAGES que seguem o mesmo princípio, mas para apontar o caminho completo do diretório /webroot e /webroot/img respectivamente.
Veja a lista completa de constantes em http://book.cakephp.org/view/122/Core-Definition-Constants

CakePHP 1.3 quase assado

Pouco mais de um ano após o lançamento da versão 1.2.0 do CakePHP, está para ser lançado, dia 13 de fevereiro, a versão 1.3 deste poderoso framework.

Tenho feito alguns testes em cima dele, estou inclusive reescrevendo um pequeno CMS que possuímos na empresa em cima desta versão (árvore 1.3-dev do repositório do projeto) e apesar de alguns pequenos bugs (ainda é uma versão de desenvolvimento, né?) esta versão possui muitas melhorias na sintaxe – que agora está mais concisa –  e novas funcionalidades.

Para a migração de nossa aplicação, não foi preciso alterar muita coisa, porém para grandes aplicações, deve-se considerar a necessidade do upgrade.

Abaixo segue uma lista de links para algumas páginas com informações sobre esta nova versão do CakePHP (todas em inglês):

Caso tenha interesse em ajudar os desenvolvedores, baixe a versão em desenvolvimento e faça alguns testes. Só não esqueça de reportar eventuais problemas ou patchs que você venha a produzir. Não se preocupem com o tempo de resposta da equipe de desenvolvimento, eles realmente estão empenhados em fazer um bom trabalho, é possível que tenha feedback de seu ticket/patch em menos de 1 hora – experiência própria.

Logo que concluir algumas tarefas e tiver feito mais testes colocarei aqui meu “parecer” sobre a nova versão, enquanto isso acompanhe a página de desenvolvimento para ficar por dentro das atualizações.

Trabalhando com PHP 5.2 no OpenSUSE 11.2 (Downgrade do PHP 5.3 para 5.2)

No final de 2009 foi lançado a versão 11.2 do OpenSUSE, e como de costume para esta distro, todos os seus pacotes foram atualizados para a última (ou uma das últimas) versão estável. Isso aconteceu como PHP (que no lançamento estava na versão 5.3) como o MySQL (versão 5.1) dentre vários outros.

Acontece que quem trabalha com Drupal, Joomla! ou CakePHP (última  versão estável é a 1.2) deve aguardar ainda para poder utilizar a versão 5.3 do PHP, que incluí várias mudanças, caso contrário eles podem não funcionar ou apresentar vários avisos.

Pesquisando sobre o problema descobri que não há no repositório do OpenSUSE (os oficiais nem nos mais conhecidos) o PHP 5.2 disponível, então como fazer? Baixar o fonte e compila-lo? É uma saída, mas queria algo “OpenSUSU-like” (mais fácil).

Dando uma vasculhada no oráculo encontrei openSUSE 11.2: Downgrade PHP 5.3 to 5.2

Resolvi adaptar algumas coisas e funcionou perfeitamente, vamos lá aos passos com minhas modificações:

  1. Abra o Gerenciador de Software;
  2. Vá no menu “Configuração” -> “Repositórios”;
  3. Procure o repositório “Atualizações Para o OpenSUSE 11.2-0”, clique sobre ele e depois no botão editar, na parte inferior da janela;
  4. No campo “Diretório do Servidor” altere o “11.2” para “11.1” e então clique em OK; Na versão 11.1 o PHP está na versão 5.2
  5. Procure o repositório “OpenSUSE 11.2 OSS”, clique sobre ele e depois no botão editar; Este e o próximo passo são necessário caso você deseje fazer o downgrade do MySQL para versão 5.0 (eu recomendo isso para deixar tudo compatível, como era no OpenSUSE 11.1)
  6. No campo “Diretório do Servidor” altere o “11.2” para “11.1” e então clique em OK;
  7. Novamente clique em OK na listagem de repositórios;
  8. De volta a janela de gerenciamento de software, pesquise por PHP5, caso você já tenha instalado o PHP 5.3 aproveite agora para remover tudo relativo a ele, caso contrário selecione os pacotes que precisar e tenha certeza de marcar a versão correta (para mim foi 5.2.11). Verifique a versão de cada pacote clicando sobre ele e em seguida na aba “Versões” da janela, se houver mais de uma, marque a relativa ao PHP 5.2.x (onde x for o maior disponível);
  9. Agora, pesquise os pacotes relativos ao MySQL (utilize o termo “mysql” na caixa de busca);
  10. Você deve marcar as opções “libmysqlclient15”, “mysql” e “mysqlclient” conferindo se todos estão com a versão selecionada para 5.0.x (onde x é o maior número disponível);
  11. Clique agora em OK para instalar os pacotes, uma janela irá abrir informando a necessidade de instalar alguma dependência. Dê uma olhada se não há conflitos e clique em OK; Agora é só aguardar.
  12. Abra agora o “Repositórios de Software” e volte os repositórios para sua configuração original (trocando o 11.1 para 11.2), caso contrário não receberá as últimas atualizações dos outros softwares. Recomendo também que vá ao “Gerenciador de Software” e bloqueie os pacotes que instalou, para que o OpenSUSE não tente atualiza-los (os pacotes do PHP e MySQL);
  13. Depois de instalar os pacotes, reinicie seu Apache logando-se como root no terminal e executando o comando “rcapache2 restart”; Verifique se o PHP está funcionando corretamente. Deve estar;
  14. No OpenSUSE 11.2 o socket do MySQL mudou de endereço, mas como instalamos a versão antiga do MySQL não teremos essa alteração, porém alguns aplicativos (além do PHP) usam o MySQL (como o meu Amarok), então vamos criar um link simbólico onde deveria ser o endereço novo apontando para o antigo para que não haja problema, faremos isso como root;
  15. Crie o diretório que é padrão para o socket na versão 11.2 do OpenSUSE: mkdir /var/run/mysql
  16. Entre no diretório criado e crie o link simbólico para o socket: ln -s mysql.sock /var/lib/mysql/mysql.sock
  17. Reinicie seu OpenSUSE e bom proveito.

Caso tenha alguma dúvida deixe-a nos comentários. Se necessário tiro alguns screenshots para ilustrar melhor.

Latinoware 2009 – COLAPHP – Evento fantástico

Eae pessoal, tudo tranquilo?

Tenho andado bem corrido ultimamente e não tenho conseguido dar a atenção que queria ao blog. De agora em diante as coisas não devem melhorar muito, mas farei o possível para trazer coisas interessantes pra cá.

Desde o dia 21/10/2009 estou em Foz do Iguaçu – PR, para participar do Latinoware 2009, um dos maiores eventos de software livre das Américas.
Estou tendo a oportunidade de ministrar um minicurso e apresentar uma palestra no “subevento” COLAPHP – Congresso Latinoamericano de PHP, que possui uma trilha dedicada a linguagem dentro do  Latinoware.

A experiência não poderia estar sendo melhor. Pude conhecer excelentes profissionais e fazer muitas amizades.

—————– fim do rascunho 1 ——————-

Nos dias 23 e 24 de outubro tive a oportunidade de ministrar um minicurso e uma palestra dentro da trilha COLAPHP do Latinoware.

Ambos tratavam do CakePHP, no caso do minicurso fizemos uma introdução no framework, falando um pouco de seu funcionamento, suas convenções e criamos rapidamente uma aplicação simples utilizando o terminal com o Bake.

O slides utilizado no minicurso foi este:

No caso da palestra, falei novamente sobre a integração de aplicações escritas em CakePHP e Flex, dando uma revisada na apresentação. Ela ficou assim:

Aproveito o espaço (e a disponibilidade de tempo) para agradecer todos que participaram do evento como um todo, seja na organização, apoio ou assistindo, perguntando, corrigindo e ajudando a gente durante as apresentações. Obrigado a todos.

—————- fim do rascunho 2 ——————-

O texto do rascunho 1 foi escrito em 23/10/2009, o do rascunho 2 logo após o evento, hoje é 16/01/2010 e o textos ainda estevam como rascunho para ser publicado no blog. Pois é, esse final de ano foi realmente muito corrido, mas valeu a pena.

Agora é hora de se organizar para poder ter um 2010 ainda mais proveitoso (de começo ele já está sendo muito melhor).

Até breve.

2º Workshop PHPMS

Depois de um longo período, cá estou eu para postar  uma ótima novidade para o pessoal de MS: o 2º Workshop promovido pelo PHPMS.

Segue abaixo o release oficial:

No próximo dia 3 de outubro será realizado o 2º Workshop promovido e organizado pelo PHPMS – Grupo de Desenvolvedores PHP de Mato Grosso do Sul.

O evento tem como alvo desenvolvedores PHP e de outras linguagens que estão em busca de oportunidade para expandir e trocar conhecimentos, além de entusiastas e empresários da área, que estejam atrás de profissionais bem capacitados.

Esta edição marca uma nova fase nos eventos do grupo, com a vinda de um palestrante nacionalmente reconhecido: Pablo Dall’Oglio, autor dos livros PHP Programando Orientado a Objetos e PHP-GTK, ambos em sua 2º edição pela editora Novatec.

O evento também conta com palestras e hands-on (mini-cursos) ministrados por profissionais altamente capacitados, cobrindo áreas como design patterns, ferramentas para desenvolvimento, frameworks e gerenciadores de conteúdo.

Ao todo serão 4 palestras, 2 hands-on e 1 mesa redonda para discutir sobre o mercado de trabalho PHP no estado, com a presença de representantes dos diferentes setores do mercado de trabalho: empresas, instituições de ensino técnico, acadêmica e governo. Além, é claro, do tradicional networking que será incentivado durante 2 coffe-break – um no período da manhã e outro no período da tarde.

Não perca a oportunidade de conhecer quem trabalha com PHP em Mato Grosso do Sul, de fazer novos contatos, criar oportunidades de negócio e compartilhar sua experiência com todos os presentes.
Data: 03/10/2009
Horário: 08:00 às 11:00 e das 13:00 às 17:00
Local: SENAC – Campo Grande
Valor da inscrição: R$ 15,00 até dia 01/10/2009; R$ 20,00 do dia 02/10/2009 em diante.
Inscrições: http://inscricao.phpms.org
Grade do evento e mais informações: http://workshop.phpms.org
Qualquer dúvida encaminhe uma mensagem para admin.phpms@gmail.com
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Terei a oportunidade de apresentar o CakePHP durante um dos hands-on, explicando algumas ideias e convenções por trás deste excelente framework, além de montar uma aplicação simples durante a apresentação.
É isso pessoal, convido todos a participarem do evento, é um evento que sem sombra de dúvida vale a pena participar ;]
Abraços e até a próxima.

1º Workshop PHPMS – PHP Extremo, SUCESSO

É com grande alegria que informo a todos o sucesso que atingimos com a realização de nosso primeiro Workshop. Tudo no evento saiu melhor do que esperado (menos um pedacinho da minha apresentação, mas isso é detalhe,hehehe).

Tivemos público maior do que o esperado, e todos muito participativos, a quantidade de empresas apoiando também foi grande – principalmente se pegarmos como referência outros eventos de Campo Grande. O nível das apresentações também estavam muito bem definido. Enfim, se melhorasse era perigoso estragar.

Passei a última semana inteira preparando minha apresentação no workshop, inclusive quase não durmi essa noite (3 horas exatas), mas no final tudo aconteceu dentro dos conformes. A participação dos presentes foi outro ponto que me chamou a atenção, serviu para provar que quem estava ali realmente sabia o que estava fazendo ali.

Quero aproveeitar mais uma vez para agradecer a todos que ajudaram de alguma forma no evento: organizadores e amigos (porkaria, zehzinho, Leonardo), o sempre disposto palestrante e amigo Raphael (raphox), aos apoiadores, aos patrocinadores e claro, a todos os presentes que acreditaram no evento e compareceram mesmo com o tempo ruim.

Para quem foi ao evento e gostaria de ver a apresentação de slides que utilizei, ela está acessível pelo endereço: http://www.slideshare.net/cauancabral/php-flex
Na apresentação falei sobre a utilização de Flex para construção de RIA’s juntamente com PHP (mais especificamente utilizando o framework  CakePHP), o exemplo da palestra pode ser encontrado no repositório svn: http://svn.radig.com.br/pagode – na data da  palestra a versão utilizada foi a #3, o sistema será complementado até que se torne realmente um sistema de controle financeiro pessoal. Portanto se tiver interesse no mesmo, acompanhe aqui no blog as novidades do projeto.

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O Raphox e o Porkaria também liberaram os slides das palestras, veja aqui e aqui respectivamente.

CakePHP – Dúvidas Comuns #2

Dúvida: Como usar habilitar a internacionalização – o famoso I18N – nos erros de validação de seu modelo? Fácil? Como fazer então no próprio modelo para não repetir frases em várias Views?

Habilitar a internacionalização e ter a localização em uma aplicação com CakePHP desde a versão 1.2  é relativamente simples: basta uma lida no nosso Cookbook e pronto.

Outra coisa que é relativamente simples de se fazer é validar os dados, basta termos um atributo em nosso modelo chamado “validate” e seguir as dicas do livro de receitas.

Mas pelo Cookbook somos induzidos a fornecer a mensagem de erro na hora de criar a View, algo que eu particularmente não gosto. É até comum termos um modelo que é usado por Controllers diferentes e consequêntemente por Views diferentes.

Uma maneira de evitar isso, é definir as mensagens de erro já na definição das regras de validação, dentro do atributo “validate” do seu modelo. O grande problema é que para traduzir uma determinada expressão utilizamos um método, e a chamada de método na definição estática de um atributo não é permitida no PHP (dúvida? tente fazer o código abaixo)

class Modelo extends AppModel {
var $validate = _('ola mundo');
}
//esse código não devera ser executado

A solução para isso é a atribuição das regras de validação no momento da instanciação da classe, ou seja, no seu método construtor, da seguinte maneira

 class Modelo extends AppModel {
var $validate;
function __construct(){
parent::__construct();
$this->validate = array( /* aqui você pode definir as regras e mensagens,mesmo chamando um método */ );
}
}

Qualquer dúvida não deixem de utilizar os comentários ;]

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Atualizado: havia esquecido da chamada ao construtor da superclasse AppModels ( através do parent::__construct() ) no último código mostrado.
——–
Atualizado

Obrigado ao José Tranca e Thiago Goulart pelos comentários, as soluções propostas por eles devem ser adotada em detrimento da minha, já que melhora consideravelmente a modularidade e reusabilidade das traduções.